sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Eu vivo tão só

Quem há de suportrar um amor que já nasceu fracassado?
Quem há de querer um amor que não se faz amar?
Quem tentará continuar?
Indo e vindo. Vindo e não indo.

Longe e... longe.
Apenas longe.
Ninguém vai suportar.
Ninguém vai amar.

Não tente impor esse gostar.
Não novamente.
Gostar é gostar mesmo longe.
Gostar quando se está perto é cômodo.

Amar é abdicar.
Amar é sentir saudade.
Amar é não ter você e te ter.
Amar você é sofrer.
Saudade.

domingo, 11 de setembro de 2011

Amém

Seu sorriso falso não esconde.
Não há nenhuma boa intenção.
Não há nenhuma resignação.
Não sei o por quê de tanta hipocrisia...
Tantas palavras soltas, tantos abraços forçados.
E quem saberá? Quem fará findar? Quem?

Homem de meias palavras.
Homem falido.
Homem sem alma;
Homem condenado a solidão.

Não, não será a minha doce solidão.
Não haverá de ser a nossa solidão.
Havera, sim, de ser o seu lugar.
O seu penar. O seu sofrer.
Haverá de ser.


Amém.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Perene

Deixe que passe.
Que o passo apresse.
Que o tempo leve.
Leve o que o tempo não levará.
Que tudo seja perene.
Perene desde que seja bom.
Desde que seja sincero.
Assim... como tiver de ser!
Perene o amor tornar-se-á.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pimenteira

Foi curioso. É, curioso...
Eu estava parado, mudo, me fazendo ficar invisível.
E ela, ela estava toda apaixonada.
Finalmente uma pimenta havia nascido naquele pé de pimenteira.
Mas será possivel, meu Deus? Uma Coisa tão ínfima...
De onde será que vem toda essa pureza? Toda a graça dos cabelos dourados.
Dourados como a pele, como sol que ilumina sua nova filha.
Mesma filha que um dia será devorada pela vontade de fazer arder!
Por agora, vida ela ainda tem.
Por agora, ela ainda se destaca no meio do concreto.
Mas não há motivos pra desespero...Ela um dia renascerá.
Coitada. Renascerá.
Fadada a viver - ou morrer - nesse ciclo perverso.
Coitada dela. Coitada da pimenteira.

domingo, 14 de agosto de 2011

Voraz

Eu, homem, precisava do seu abraço.
Eu, menino, precisava do seu colo.
Eu, enquanto qualquer coisa, preciso de você.
Preciso te viver. Preciso te ver... te ter!

Você vai levando a vida assim,
Nesse desgosto,
Nessa meresia.
Acorde, homem!
É tempo de se fazer tempo.
É tempo de ser voraz.

Há um conflito interiorizado,
Uma questão de múltiplos desafios.
Há uma vida pra ser vivida.
Há um vida que quer ser vida!
Viva.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Limite

Repousar na vontade de ser alguém.
Sentar e observar o mundo se fazer mundo.
Ver o homem acabar com o próprio homem.
Ver o homem ser amante de outros homens.

Sentir a distância abrandar-se a cada segundo.
Sentir-se pujante.
Sentir vontade de ter vontade.
Vontade do passado não ser mais presente.

Esse deve ser o limite de tudo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Desgostar de mim.


Que ainda haja um espaço pra mim
Que mesmo assim - tímido - meu espaço esteja lá.
Nem que seja apenas na hora da dor, do desconforto...
Eu quero meu bem. Eu quero estar do seu lado.
Independente da classificação que minha posição vá receber.
Amigo. Namorado. Melhor amigo...
Não sei, não sei e continuo sem saber.
Não sei até onde vai meu querer.
Até onde vai meu penar.
Até onde vai meu gostar por você.
Meu gostar de desgostar de mim.